Presta atenção:
*Nota do autor, esse dialogo entre dois amigos aconteceu em um café em Brasília no mês de março de 2025.
Vamos então aos fatos amplamente divulgados pelos jornais diários que circulavam em terras Brasileiras.
A briga entre os Senadores Silvestre Péricles e Arnon de Mello já se arrastava a mais ou menos uma década, desde 1950.
Ele tomou posse como Senador em Brasília em 1963, e uma reportagem publicada na Revista Manchete que tinha circulação nacional afirmou que os familiares do Senador Arnon compareceram todos “armados” na cerimonia em Brasília, já receosos com as provocações e atitudes do Senador Silvestre que já estava na casa.
O senador Silvestre afirmava que o novo empossado Senador Arnon não deveria subir na tribuna da casa para discursar e muito menos difamar o seu nome, como lembrança das campanhas eleitorais ocorridas anteriormente.
A posse aconteceu no começo do ano de 1963, e no final do ano, em 4 de dezembro as provocações ficaram ainda mais violentas e agitadas. O senador Arnon tomou a decisão e marcou a sua presença na tribuna.
Existem reportagens de arquivo no jornais da época, olha aqui e da uma consultada depois…
Policiais Legislativos Federais (na época ainda denominados seguranças do Senado) conduzindo os envolvidos
Jornais O Globo, Folha de São Paulo, Ultima Hora.
Vamos voltar na tribuna quando o Senador Arnon começava o seu pronunciamento. Arnon de Melo pediu licença para direcionar sua fala “ao nobre senador Silvestre Péricles”, que o teria “ameaçado de morte”. Silvestre então gritou: “Canalha! Crápula! Cafajeste!”, “Maricas”.
Nesse momento Silvestre já estava em pé, com a arma que trazia por baixo do paletó, rapidamente sacou e no momento que se preparava para atirar, o Senador Arnon foi mais rápido e disparou 2 ou 3 tiros, ainda existe duvidas de quantos tiros foram efetuados
O senador Kairala, que era suplente e não tinha noção do perigo que corria, se manteve sentado, sendo atingido no peito pelos tiros, ele não teve tempo de se proteger do perigo
A turma do deixa disso segurou Arnon e Silvestre, que foram presos e retirados do plenário pelos seguranças do Senado. Arnon foi levado para o quartel da Aeronáutica e Silvestre para o QG do Exército. Enquanto Kairala seguia ferido para o Hospital Distrital.
O Senador Kairala era suplente do Senador General José Guiomard, que iria retornar a cadeira, e estava participando da sua última sessão antes de entregar o cargo. Ele chegou ao Distrital entre a vida e a morte. Faleceu no dia seguinte.
Senador Kairala.
Senador Silvestre
O presidente do Senado na época era o Moura Andrade, sabia desse ódio entre os dois e procurou evitar que eles chegassem às vias de fato em Brasília, mas , os esforços foram em vão.
Os historiadores da época afirmam que o crime praticado por Arnon aconteceu três meses antes do início do regime militar em 1964 – do qual o pai de Fernando Collor foi um dos principais representantes em Alagoas – tratou de abafar o caso. A imprensa local e nacional, por força do corporativismo, também deu o caso por encerrado, ai ninguém foi punido.
Alguns livros foram escritos sobre o episodio, alguns foram publicados…
O então presidente do Senado escreveu anos depois, em seu livro “Um Congresso contra o Arbítrio”, publicado pela Nova Fronteira, que depois daquele dia ficou com medo. Temia a transformação do Senado em um cenário “do mais despudorado cangaço”.
ARENA DE SANGUE eBooks Kindle: ARENA DE SANGUE, Oliveira, Jorge
Esse exemplar também revela mais informações, vale consultar.
Outros livros sobre o tema não foram publicados, e até hoje a família “Mello” não comenta os fatos.
Depois de 62 anos os fatos ainda parecem meios sombrios.
JPD Adolffo Moura.
Presta atenção:
*Nota do autor, esse dialogo entre dois amigos aconteceu em um café em Brasília no mês de março de 2025.
Vamos então aos fatos amplamente divulgados pelos jornais diários que circulavam em terras Brasileiras.
A briga entre os Senadores Silvestre Péricles e Arnon de Mello já se arrastava a mais ou menos uma década, desde 1950.
Ele tomou posse como Senador em Brasília em 1963, e uma reportagem publicada na Revista Manchete que tinha circulação nacional afirmou que os familiares do Senador Arnon compareceram todos “armados” na cerimonia em Brasília, já receosos com as provocações e atitudes do Senador Silvestre que já estava na casa.
O senador Silvestre afirmava que o novo empossado Senador Arnon não deveria subir na tribuna da casa para discursar e muito menos difamar o seu nome, como lembrança das campanhas eleitorais ocorridas anteriormente.
A posse aconteceu no começo do ano de 1963, e no final do ano, em 4 de dezembro as provocações ficaram ainda mais violentas e agitadas. O senador Arnon tomou a decisão e marcou a sua presença na tribuna.
Existem reportagens de arquivo no jornais da época, olha aqui e da uma consultada depois…
Policiais Legislativos Federais (na época ainda denominados seguranças do Senado) conduzindo os envolvidos
Jornais O Globo, Folha de São Paulo, Ultima Hora.
Vamos voltar na tribuna quando o Senador Arnon começava o seu pronunciamento. Arnon de Melo pediu licença para direcionar sua fala “ao nobre senador Silvestre Péricles”, que o teria “ameaçado de morte”. Silvestre então gritou: “Canalha! Crápula! Cafajeste!”, “Maricas”.
Nesse momento Silvestre já estava em pé, com a arma que trazia por baixo do paletó, rapidamente sacou e no momento que se preparava para atirar, o Senador Arnon foi mais rápido e disparou 2 ou 3 tiros, ainda existe duvidas de quantos tiros foram efetuados
O senador Kairala, que era suplente e não tinha noção do perigo que corria, se manteve sentado, sendo atingido no peito pelos tiros, ele não teve tempo de se proteger do perigo
A turma do deixa disso segurou Arnon e Silvestre, que foram presos e retirados do plenário pelos seguranças do Senado. Arnon foi levado para o quartel da Aeronáutica e Silvestre para o QG do Exército. Enquanto Kairala seguia ferido para o Hospital Distrital.
O Senador Kairala era suplente do Senador General José Guiomard, que iria retornar a cadeira, e estava participando da sua última sessão antes de entregar o cargo. Ele chegou ao Distrital entre a vida e a morte. Faleceu no dia seguinte.
Senador Kairala.
Senador Silvestre
O presidente do Senado na época era o Moura Andrade, sabia desse ódio entre os dois e procurou evitar que eles chegassem às vias de fato em Brasília, mas , os esforços foram em vão.
Os historiadores da época afirmam que o crime praticado por Arnon aconteceu três meses antes do início do regime militar em 1964 – do qual o pai de Fernando Collor foi um dos principais representantes em Alagoas – tratou de abafar o caso. A imprensa local e nacional, por força do corporativismo, também deu o caso por encerrado, ai ninguém foi punido.
Alguns livros foram escritos sobre o episodio, alguns foram publicados…
O então presidente do Senado escreveu anos depois, em seu livro “Um Congresso contra o Arbítrio”, publicado pela Nova Fronteira, que depois daquele dia ficou com medo. Temia a transformação do Senado em um cenário “do mais despudorado cangaço”.
ARENA DE SANGUE eBooks Kindle: ARENA DE SANGUE, Oliveira, Jorge
Esse exemplar também revela mais informações, vale consultar.
Outros livros sobre o tema não foram publicados, e até hoje a família “Mello” não comenta os fatos.
Depois de 62 anos os fatos ainda parecem meios sombrios.
JPD Adolffo Moura.